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Márcio Jota

PT tira nome de Lula e cor vermelha em nova marca de campanha

PT tira nome de Lula e cor vermelha em nova marca de campanha

12/10/2018 03:19

Reunida hoje em São Paulo a coordenação da campanha do PT decidiu que no segundo turno a candidatura de Fernando Haddad vai ter caráter de frente política. Para isso o vermelho do PT perdeu espaço para o verde e amarelo da bandeira brasileira no material de campanha, o slogan passou a ser "O Brasil para todos" no lugar de "O Brasil feliz de novo" e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaparece da foto oficial.

O PSOL e o PSB foram incorporados à estrutura da campanha que já tinha PT e PC do B. O próximo passo é abrir espaço para o PDT de Ciro Gomes.

Em outra frente, a campanha vai atuar na TV e nas redes sociais para desconstruir a imagem de Jair Bolsonaro (PSL). "Agora é partir para a desconstrução, mostrar que ele é um falso nacionalista e não é contra o sistema, ao contrário, é parte do sisterma", disse o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

Integrantes da campanha petista admitem que encontram dificuldades para encontrar um flanco pelo qual Bolsonaro fique vulnerável mas orientaram a militância a explorar nas redes sociais as propostas econômicas de aliados do deputado como o candidato a vice, general Hamilton Mourão, que se manifestou contra o 13o salário e o adicional de férias.

Nos últimos dias, membros da campanha e aliados começaram a defender que Haddad se descole da imagem de substituto de Lula e mostre mais sua própria personalidade. Em vídeos para as redes sociais, Haddad começou a se apresentar como candidato sem citar o nome do padrinho político, como fez fortemente no primeiro turno da disputa.

Lula sai dos santinhos mas continua na TV. A estratégia, segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é manter Lula no centro do debate como representante de um projeto de Brasil que deu certo e que Haddad é o homem certo para executar este projeto.

"O Lula mantém a centralidade como legado mas o desafio é mostrar que Haddad tem capacidade de implementar oprojeto que Lula representa", disse Gleisi.

Segundo ela, seria uma "burrice" esconder Lula na campanha porque é o ex-presidente quem tem conexão com o povo. Para reforçar o caráter de frente, a campanha quer aumentar sua amplitude atraindo partidos, personalidades e movimentos da sociedade. Nas redes sociais, a ideia é que os eleitores e militantes tenham autonomia para distribuir conteúdos contra Bolsonaro e em defesa de Haddad, principalmente em grupos do WhatsApp.

O PC do B defende que o programa de governo seja resumido a poucos pontos de convergência que sirvam de guarda-chuva para abrigar forças dispostas a aderir à campanha mas discordam do programa petista. "O PC do B defende que o programa dois ou três pontos bastante amplos que representem a essência da campanha de Haddad. Este é um pacto democrático", disse o vice-presidente do PC do B, Walter Sorrentino

 

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