Rio FM

Sintese em Ação

Professor Milano

Alckmin afasta delegado que fez buscas na casa de filho de Lula

Alckmin afasta delegado que fez buscas na casa de filho de Lula

12/10/2017 02:37

Subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afastou nesta quarta-feira o delegado da Polícia Civil responsável pelas buscas na casa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na cidade de Paulínia (SP), na noite de ontem.

Segundo nota da SSP, o secretário Mágino Barbosa Filho determinou “procedimento administrativo para apurar em que condições ocorreu uma diligência de busca e apreensão” e que o afastamento do policial ocorre “para preservação das investigações”. A busca foi realizada após uma denúncia sobre uso de drogas no local, mas nada foi encontrado.

Marcos Cláudio é filho do primeiro casamento da falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva e foi adotado pelo ex-presidente. Ele teve uma breve atuação na vida pública: foi  diretor de Turismo e Eventos da prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) e pré-candidato a vereador pelo PT em 2008, mas teve a postulação barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta terça-feira, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente e seu neto, apontou “caráter abusivo” na ação da Polícia Civil. “A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida.”

Repercussão

A ação da polícia paulista contra Marcos Cláudio gerou reação de nomes proeminentes do PT. No Twitter, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) classificou a diligência como uma “invasão”, “mais uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático”. “Não havia nenhuma investigação em andamento, e a invasão da casa de Marcos Cláudio foi baseada apenas numa denúncia anônima falsa”, completou.

A petista ainda relacionou o caso com o suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tirou a própria vida depois que foi preso pela Polícia Federal e afastado da função, suspeito de desviar recursos de programas de educação a distância (EaD) da UFSC. “Arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC, um homem a quem não se deu direito de defesa”, escreveu a ex-presidente na rede social.

 
Guilherme Venaglia
Mais Notícias

Outras Notícias

Garotinho inicia greve de fome em presídio no Rio

Continue Lendo

Decreto reduz horário de verão em cerca de 15 dias

Continue Lendo

MEC libera R$ 290 milhões para custeio de universidades

Continue Lendo

Ceac terá sede no Shopping Peixoto, em Itabaiana

Continue Lendo